
O que se pretende discutir nesta campanha é a distribuição de riquezas e bem comum, pois o que se tem visto na sociedade é o valor exagerado dado ao dinheiro e ao acúmulo de bens. Numa economia voltada para o interesse de uma minoria, para satisfação de interesses particulares, há um grito no meio do povo clamando por paz, por uma melhor distribuição de renda, por uma sociedade mais justa e mais fraterna. A economia deve a princípio estar a serviço da vida, por isso, como cristão, como devemos agir para que a nossa economia possa satisfazer as necessidades humanas e a construção do bem comum? Para que realmente a economia esteja a serviço da vida, é necessário conversão pessoal, uma mudança de pensamentos, de atitudes, assim como uma mudança na estrutura.
Além do objetivo geral, há 05 objetivos específicos:
- Sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem.
- Buscar a superação do consumismo, que faz com que o "ter" seja mais importante do que as pessoas.
- Criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima, em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais
- Mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da Justiça, como dimensão constitutiva do anúncio do Evangelho.
- Reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.
As Igrejas Cristãs querem mostrar que é possível uma economia mais solidária, por isso, o Conic resolveu montar uma cartilha: Economia solidária: uma nova economia é possível, que propõe refletir sobre os empreendimentos econômicos associativos, como: a organização de agricultores familiares em cooperativas, redes e sistemas produtivos, o uso de moeda comunitária e finanças solidárias para a comercialização e consumo. Segundo o reverendo Luiz Alberto Barbosa, esta campanha é mais uma oportunidade para mostrar que, apesar da diversidade e das características próprias de cada igreja, a união em favor do próximo e de um mundo melhor para todos é possível.
Ir. Silvana Alves Nogueira
Consagrada Luz da Vida
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Dúvidas que surgem na vida de alguns que buscam uma vida consagrada. Selecionamos algumas para ajudar você que está discernindo uma vocação.
1. Qual o melhor momento para discernir uma vocação?
No processo de discernimento de uma vocação, naturalmente a pessoa passará por várias fazes. Um candidato ao sacerdócio, por exemplo, passará pelo encantamento e pela negação de sua vocação, repedidas vezes. Num primeiro momento (ou vice-versa) ele afirmará: “eu tenho certeza que Deus me quer padre”. Depois, o mesmo jovem afirmará: “eu tenho a convicção que Deus não me quer sacerdote”. Isso é compreensível, visto que se trata de fazes de um processo onde será alcançada uma maturidade altamente desejável e necessária para se dar uma resposta adulta. Nesse momento é muito importante a ajuda de um diretor espiritual bem experimentado.
Mas quando se pode afirmar que realmente uma pessoa alcançou esta maturidade que estamos falando? A resposta a esta pergunta é fundamental, pois é justamente aqui que se pode discernir com profundidade um chamado. A pessoa estará no melhor momento para discernir uma vocação quando ela estiver aberta e disponível para viver aquilo que Deus falar, seja qual for a Sua voz. Quando a pessoa alcança este estado, ela percebe que todas as vocações têm o seu belo valor e, por isso, ela sabe respeitar e amar cada uma delas. Mas o diferencial será que ela optará por aquilo que Deus plantar em seu coração, sem menosprezar as outras possibilidades. Esta abertura e disponibilidade demonstram a liberdade interior que um candidato ou candidata alcançou.
2. Por que é importante descobrir a vocação?
Porque nós não estamos neste mundo ao “sabor das ondas”. Deus, por amor, me criou e me dá, também por amor, a graça de uma vocação. Deus confia um plano para todos os seus filhos. Obviamente Deus não precisa de nós, mas, por graça, Ele quer contar conosco. Não sou eu, muito menos as outras pessoas, que irão determinar o que eu serei ou deixarei de ser. Preciso descobrir qual o plano de Deus para minha vida.
Muitas pessoas padecem por não viverem o querer de Deus. Viver fora da vocação, pode ser uma grande cilada para cair na vida longe de Deus e, por isso, no pecado.
Não podemos esquecer que realmente somos produto do meio, mas, sobretudo, somos sujeitos ativos que também construímos, pela graça e pelo nosso esforço pessoal, o meio ambiente em que vivemos. Não podemos viver na passividade.
Preciso descobrir meu chamado porque, estando no plano sonhado por Deus para mim, estarei vivendo de acordo com a minha identidade. Deus me cria para algo. Preciso, num processo de intima relação com Ele, descobrir meu chamado e viver de maneira fiel a esse chamado. Não viver a minha vocação, seria uma traição a minha própria essência. Seria uma autodesfiguração.
Mas isso não quer dizer que Deus seja determinista. Não é um processo que implica numa exatidão matemática. Ao nos criar, Deus não nos programou para viver uma certa vocação. Trata-se de processo vivido na liberdade. Quando me encontro com a voz amorosa de Deus, percebo-me seduzido por Ele. Percebo, ainda, que é somente a voz de Deus que realmente me constrói e me faz pleno.
Ao discernir uma vocação, a pessoa naturalmente se põe à serviço dos outros, numa atitude de gratidão a esse Deus tão grande e, ao mesmo tempo, tão próximo.
3. Se a família for contra a vocação, o que devo fazer?
Primeiramente, por mais difícil que seja, é fundamental que a família participe, pelo menos em parte (se não no todo), do processo de discernimento vocacional. Isso garantirá que tanto o candidato, quando a sua própria família, não passe por constrangimentos desnecessários.
Mas, sabemos que grande parte dos vocacionados tem dificuldades com a não aceitação da sua escolha por parte da família. O que fazer então?
Uma pessoa chamada por Deus deve procurar ter paciência com a dificuldade de seus familiares. Quem foi chamado por Deus foi o (a) jovem em questão e não o seu pai ou a sua mãe. Logo, quem entende o chamado é o próprio vocacionado e não a sua família. Seria demais exigir isso deles. Depois, não podemos esquecer que somos pessoas de fé. É preciso crer que, com o tempo, eles irão não só entender, mas num futuro longo, irão até se encantar e apoiar a decisão do filho ou filha. Os frutos da fidelidade de quem for chamado por Deus garantirá isso. Quando vivo bem uma vocação, a salvação se estende a toda a minha casa.
Outra postura quem alguém que foi chamado por Deus precisa ter é o que chamamos de firmeza. Não se pode deixar de agradar a Deus, para agradar um desejo sentimentalista do pai ou da mãe. Nossos pais querem o melhor para nós e, por isso, julgam que “isso ou aquilo” garantirá a felicidade do filho. Mas os pais precisam ver em seu filho um ser responsável e livre. Logo, transmita isso para o seu pai e sua mãe em sua decisão. Com a perseverança em seu discernimento, um vocacionado não irá ceder a certos jogos afetivos de seus genitores.
Nunca deixe se responder positivamente a Deus por causa de outras pessoas, inclusive as de sua família. Converse muito com eles e explique que eles não estão perdendo o seu filho ou filha. Eles estão, na verdade, devolvendo para Deus o que de mais importante o próprio Deus lhes concedeu: os filhos, ou melhor, o mais belo fruto do amor conjugal. Se os filhos são frutos do amor entre o pai e a mãe, mostre para eles que o amor não tende a reter tudo para si, mas, ao contrário, o amor busca a livre doação.
4. Como ter certeza que descobri minha vocação?
Teremos a plena convicção que trilhamos a nossa verdadeira vocação somente quando estivermos face a face com Deus. O que isso quer dizer? Esta frase não quer nos desanimar, mas ela almeja colocar os nossos pés bem firmes no chão. A vivência vocacional estará sempre apoiada no dom da fé. Dia-a-dia precisamos renovar a nossa fé e abandono diante de Deus. É Ele quem cuida dos seus.
Mas, respondendo a nossa pergunta, lembremos que o evangelho nos diz que conhecemos uma árvore pelos seus frutos. É o tempo que irá nos dar a resposta que procuramos. Durante a vivência de uma autêntica vocação, a pessoa irá crescer em todas as dimensões. Por mais que ela sofra (sabemos que toda vocação tem suas renúncias próprias), a pessoa sempre encontrará paz interior e contentamento por estar agradando a Deus.
Se, depois de um período, alguém descobre que aquele caminho de outrora não é o querer de Deus para ela, tal pessoa não entrará em desolação. Ela, por outro lado, irá louvar profundamente a Deus por tudo o que foi aprendido anteriormente e seguirá convicta de estar abraçando o seu legítimo chamado.
Mas não se esqueça, o grande fruto que podemos experimentar quando estamos na vontade de Deus é a paz interior, mesmo diante de tantas tensões exteriores.
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Minha vocação

1. Qual o melhor momento para discernir uma vocação?
No processo de discernimento de uma vocação, naturalmente a pessoa passará por várias fazes. Um candidato ao sacerdócio, por exemplo, passará pelo encantamento e pela negação de sua vocação, repedidas vezes. Num primeiro momento (ou vice-versa) ele afirmará: “eu tenho certeza que Deus me quer padre”. Depois, o mesmo jovem afirmará: “eu tenho a convicção que Deus não me quer sacerdote”. Isso é compreensível, visto que se trata de fazes de um processo onde será alcançada uma maturidade altamente desejável e necessária para se dar uma resposta adulta. Nesse momento é muito importante a ajuda de um diretor espiritual bem experimentado.
Mas quando se pode afirmar que realmente uma pessoa alcançou esta maturidade que estamos falando? A resposta a esta pergunta é fundamental, pois é justamente aqui que se pode discernir com profundidade um chamado. A pessoa estará no melhor momento para discernir uma vocação quando ela estiver aberta e disponível para viver aquilo que Deus falar, seja qual for a Sua voz. Quando a pessoa alcança este estado, ela percebe que todas as vocações têm o seu belo valor e, por isso, ela sabe respeitar e amar cada uma delas. Mas o diferencial será que ela optará por aquilo que Deus plantar em seu coração, sem menosprezar as outras possibilidades. Esta abertura e disponibilidade demonstram a liberdade interior que um candidato ou candidata alcançou.
2. Por que é importante descobrir a vocação?
Porque nós não estamos neste mundo ao “sabor das ondas”. Deus, por amor, me criou e me dá, também por amor, a graça de uma vocação. Deus confia um plano para todos os seus filhos. Obviamente Deus não precisa de nós, mas, por graça, Ele quer contar conosco. Não sou eu, muito menos as outras pessoas, que irão determinar o que eu serei ou deixarei de ser. Preciso descobrir qual o plano de Deus para minha vida.
Muitas pessoas padecem por não viverem o querer de Deus. Viver fora da vocação, pode ser uma grande cilada para cair na vida longe de Deus e, por isso, no pecado.
Não podemos esquecer que realmente somos produto do meio, mas, sobretudo, somos sujeitos ativos que também construímos, pela graça e pelo nosso esforço pessoal, o meio ambiente em que vivemos. Não podemos viver na passividade.
Preciso descobrir meu chamado porque, estando no plano sonhado por Deus para mim, estarei vivendo de acordo com a minha identidade. Deus me cria para algo. Preciso, num processo de intima relação com Ele, descobrir meu chamado e viver de maneira fiel a esse chamado. Não viver a minha vocação, seria uma traição a minha própria essência. Seria uma autodesfiguração.
Mas isso não quer dizer que Deus seja determinista. Não é um processo que implica numa exatidão matemática. Ao nos criar, Deus não nos programou para viver uma certa vocação. Trata-se de processo vivido na liberdade. Quando me encontro com a voz amorosa de Deus, percebo-me seduzido por Ele. Percebo, ainda, que é somente a voz de Deus que realmente me constrói e me faz pleno.
Ao discernir uma vocação, a pessoa naturalmente se põe à serviço dos outros, numa atitude de gratidão a esse Deus tão grande e, ao mesmo tempo, tão próximo.
3. Se a família for contra a vocação, o que devo fazer?
Primeiramente, por mais difícil que seja, é fundamental que a família participe, pelo menos em parte (se não no todo), do processo de discernimento vocacional. Isso garantirá que tanto o candidato, quando a sua própria família, não passe por constrangimentos desnecessários.
Mas, sabemos que grande parte dos vocacionados tem dificuldades com a não aceitação da sua escolha por parte da família. O que fazer então?
Uma pessoa chamada por Deus deve procurar ter paciência com a dificuldade de seus familiares. Quem foi chamado por Deus foi o (a) jovem em questão e não o seu pai ou a sua mãe. Logo, quem entende o chamado é o próprio vocacionado e não a sua família. Seria demais exigir isso deles. Depois, não podemos esquecer que somos pessoas de fé. É preciso crer que, com o tempo, eles irão não só entender, mas num futuro longo, irão até se encantar e apoiar a decisão do filho ou filha. Os frutos da fidelidade de quem for chamado por Deus garantirá isso. Quando vivo bem uma vocação, a salvação se estende a toda a minha casa.
Outra postura quem alguém que foi chamado por Deus precisa ter é o que chamamos de firmeza. Não se pode deixar de agradar a Deus, para agradar um desejo sentimentalista do pai ou da mãe. Nossos pais querem o melhor para nós e, por isso, julgam que “isso ou aquilo” garantirá a felicidade do filho. Mas os pais precisam ver em seu filho um ser responsável e livre. Logo, transmita isso para o seu pai e sua mãe em sua decisão. Com a perseverança em seu discernimento, um vocacionado não irá ceder a certos jogos afetivos de seus genitores.
Nunca deixe se responder positivamente a Deus por causa de outras pessoas, inclusive as de sua família. Converse muito com eles e explique que eles não estão perdendo o seu filho ou filha. Eles estão, na verdade, devolvendo para Deus o que de mais importante o próprio Deus lhes concedeu: os filhos, ou melhor, o mais belo fruto do amor conjugal. Se os filhos são frutos do amor entre o pai e a mãe, mostre para eles que o amor não tende a reter tudo para si, mas, ao contrário, o amor busca a livre doação.
4. Como ter certeza que descobri minha vocação?
Teremos a plena convicção que trilhamos a nossa verdadeira vocação somente quando estivermos face a face com Deus. O que isso quer dizer? Esta frase não quer nos desanimar, mas ela almeja colocar os nossos pés bem firmes no chão. A vivência vocacional estará sempre apoiada no dom da fé. Dia-a-dia precisamos renovar a nossa fé e abandono diante de Deus. É Ele quem cuida dos seus.
Mas, respondendo a nossa pergunta, lembremos que o evangelho nos diz que conhecemos uma árvore pelos seus frutos. É o tempo que irá nos dar a resposta que procuramos. Durante a vivência de uma autêntica vocação, a pessoa irá crescer em todas as dimensões. Por mais que ela sofra (sabemos que toda vocação tem suas renúncias próprias), a pessoa sempre encontrará paz interior e contentamento por estar agradando a Deus.
Se, depois de um período, alguém descobre que aquele caminho de outrora não é o querer de Deus para ela, tal pessoa não entrará em desolação. Ela, por outro lado, irá louvar profundamente a Deus por tudo o que foi aprendido anteriormente e seguirá convicta de estar abraçando o seu legítimo chamado.
Mas não se esqueça, o grande fruto que podemos experimentar quando estamos na vontade de Deus é a paz interior, mesmo diante de tantas tensões exteriores.
Aurélio Vinhadeli
Consagrado e Seminarista Luz da Vida
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Pregação do Encontro de Servos\ Goiânia - go
“Espalhai a minha Palavra”(Dt. 32,2)
*DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
Amados irmãos e irmãs,1.Nesta manhã, Dia Internacional do Trabalho, desejo partilhar com vocês a beleza deste tema que nos ajudará a acolher com profundidade em nossas vidas a Palavra de Deus. A Sagrada Escritura “ é um facho que ilumina meus passos, uma luz para o meu caminho” (Sl 118, 105)
2.A Igreja sempre foi a Serva da Palavra, pois ela mesma nos legou a grandeza desse patrimônio espiritual de cura e libertação. A Igreja nos ensinou sempre que a Palavra de Deus é o próprio Deus a nos falar. Nela está contida toda a Revelação Divina e a Palavra não mente, pois é o ruah divino, inspirado pelo Espírito Santo, a nos admoestar, repreende, corrige e conduz no caminho da Justiça (2Tm 3, 16).
3.”Porque toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a flor, mas a Palavra do Senhor permanece eternamente” (1Pd 1,24). A Palavra de Deus não passa, possui uma eficácia permanente, determinante para a nossa salvação.
4.O Concilio Vaticano II (1963 a 1965) retomou para toda a Igreja caminhos de volta às fontes da experiência primitiva do início das comunidades cristãs. Essa volta permitiu à Igreja um reencontro com a prática profunda dos primeiro cristãos, dos ensinamentos patrísticos e com a Divina Liturgia que marcou com densa profundidade a vida das comunidades dos primeiro séculos.
5.Nesse caminho de um auto olhar para si a partir das fontes iniciais e primevas, permitiu que superássemos certos aspectos excessivamente devocionais e encontrássemos na Palavra do Senhor a água cristalina que nos permite tirar as escamas dos olhos e do coração e adentrarmos os pórticos de nossa íntima experiência de Deus.
6.A fé cristã é alicerçada na Palavra de Deus que dá vitalidade aos Sacramentos. Enfim, a Palavra é o fundamento da realidade dos Sacramentos. Somos a “Igreja da Palavra de do Pão”. A prática protestante se assenta apenas na Palavra, enquanto que a prática católica se assenta na Palavra e na Santa Tradição. O que inspirou os primeiros cristãos e se formalizou em ensinos e meditações profundas foi cristalizado no que convencionamos chamar de Grande Tradição, com valor igual à Palavra de Deus.
7.”O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo. 1,14). Jesus é a palavra que podemos comparar com a chuva benfazeja que rega a terra e a fecunda com a fertilidade do seu amor. Acolher a Palavra de Deus é acolher o próprio Deus. Jesus é a Palavra que se faz pão. Quem o acolhe terá a vida, pois ele veio trazer aos nossos corações a vida nova (Jo. 10,11). Acolher Jesus nos leva a atitude de discípulo missionário.
8.O discípulo sabe escutar, sabe acolher, sabe colocar o que escuta em prática. Estar aos pés do mestre deve ser nossa bela atitude de obediência e acatamento na fé. A desobediência é o princípio da soberba e do orgulho, enfim, do pecado dos anjos. É na escuta e na prática da Palavra que a água viva de Deus ganha curso em nossa vida. A Palavra é uma fonte restauradora de nossas vidas, pois como um óleo de amor e alegria, rejuvenesce nosso coração e nos alivia das dores da existência.
9.A Palavra de Deus é descrita pelo Profeta Isaias como uma chuva que cai na terra e não volta ao céu sem deixar as bênçãos e os frutos do seu efeito (Is 55,10). O Senhor seja louvado por isso, pois sua palavra tem transformado vidas de homens e mulheres sobre esta terra. A Palavra é nossa esperança. Hoje, mais do que nunca se descobre a força de nossa espiritualidade na Palavra. A lectio divinae, a experiência orante da Palavra, é o resultado do grande esforço da Igreja em dar à Sagrada Escritura o seu lugar em nossas vidas: ser um convite a orar com os feitos de Deus. Se todos os católicos bebessem dessa incomensurável riqueza, com certeza não teríamos tantos descalabros na família e muitos padres não teriam se esfriado e abandonado o mistério e alguns não teriam se enveredado pelo caminho do desleixo, da pedofilia e da infidelidade a Deus e à Igreja.
10.O ouvinte e praticante da Palavra, além de discípulo, torna-se missionário; sente uma vontade imensa de partilhar e levar os outros a vivenciar o que vive. O discípulo missionário enche o coração de alegria e entusiasmo para fazer com que a Palavra seja anunciada. “Derrame-se como chuva a minha doutrina, espalhe-se como orvalho a minha palavra, como aguaceiro sobre os campos verdejantes, como chuvarada sobre a relva” (Dt 32,2).
11.Concluo partilhando com vocês a primeira passagem da Escritura que conheci, ainda na minha infância, quando tinha menos de dez anos. A professora escreveu esta passagem numa cartolina e fixou-a sobre o quadro negro e sempre a rezava conosco. Quero terminar com esta passagem e fazendo uma breve oração a partir da mesma. A passagem é Mateus 11, 28 – 30: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
*Dom Adair é bispo de Rubiataba - GO e fez esta pregação no Encontro de Servos da RCC de Goiás , que aconteceu no dia 01 de maio de 2010 em Goiânia.
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Adriano Zandoná
artigos@cancaonova.com
Adriano Zandoná Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .
– "Vocês conseguem ver o vento?"
– "Não". – Respondia a classe.
– "Vocês conseguem pegá-lo?"
– "Não." – Tornavam a responder os alunos.
– "Vocês conseguem sentir o vento?"
– "Sim". – Afirmavam eles.
– "E o que é o vento?" – Perguntou a professora.
Os alunos, então, ficaram em silêncio, porque não sabiam dar uma resposta diante do mistério escondido naquela pergunta. A professora, com um leve sorriso, diante daquele silêncio, respondeu:
– "O vento é o ar em movimento."
Jesus disse a Nicodemos: “O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai...” (Jo 3,8).
O vento é um agente da natureza misterioso. Não podemos prendê-lo, tampouco podemos definir o seu curso e a sua ação, e ao mesmo tempo em que sopra forte, destruindo o que não está firme, também surge como uma brisa suave, que refresca e traz serenidade. Assim é o Espírito Santo de Deus, o Qual sempre foi simbolizado pelos antigos, como vento, (Hebraico: rúah = hálito de Deus, sopro, respiração; Grego: pneuma = soprar, respirar, espírito aéreo; vento).
Se o vento é o ar em movimento – como me ensinou minha boa professora – podemos dizer que o Espírito Santo é Deus em movimento, Deus que não pára de trabalhar, como nos falam as Sagradas Escrituras: “Meu Pai trabalha sempre e Eu também trabalho” (Jo 5,17). É a ação contínua de Deus de forma misteriosa, sensível e poderosa. É o "Vento" que guiou e guia a Igreja de Cristo ao longo da história, Ele é o vento que até hoje sopra sobre as “velas do barco da salvação”, que é a Santa Igreja, e a conduz rumo à pátria definitiva, a Jerusalém Celeste.
No dia de Pentecostes, a Palavra de Deus diz que antes de descer sobre os Apóstolos o Espírito em forma de “línguas de fogo”, Ele entrou no lugar como “vento impetuoso” (At 2, 2). E até o próprio Jesus, antes da Ascensão, “soprou” (o mesmo Rúah de Gênesis 2,7) sobre os Apóstolos o Espírito Santo (Cf. Jo 20, 22).
O “vento” na bíblia é muito mais do que um símbolo ou uma forma de ilustrar o Espírito Santo, porque para os antigos o vento era sinal de vida ativa, sinal da presença misteriosa de Deus, era a Vida do Próprio Deus incutida no homem, aquilo que lhes dá dinamismo – "dynamis" – que quer dizer força, capacidade, movimento.
Muitos de nós temos uma concepção errônea de que o Espírito age apenas em alguns momentos, e nos esquecemos de que estamos cercados pela ação contínua de Deus, pois Ele não só mora em nós pelo “sopro” do nosso batismo (sacramento), como também nos envolve, nos movimenta e quer guiar a nossa vida, em qualquer lugar e a qualquer momento. Ah! Como seríamos cristãos diferentes se permitíssemos que o “Vento” de Deus soprasse a todo instante as “velas do nosso barco”, para que fosse, de fato, o condutor de nossas ações!
Muitos de nós nos esquecemos de que Ele é uma Pessoa, e, sendo assim, podemos senti-Lo como sentimos o vento, de modo que podemos ter um relacionamento de intimidade e profundidade com Ele. Podemos falar com Ele e ouvir a Sua voz: “O vento sopra onde quer e ouves a sua voz”. Quantos de nós já perdemos a “audição” e, o pior, o gosto pela oração, porque não pedimos a efusão do Espírito Santo, não entramos em comunhão com Ele. Tantos estão vivendo uma profunda aridez espiritual – igual a da terra sem água... – porque não cultivam uma intimidade com a Pessoa do Espírito. Podemos dizer que, como os discípulos de Éfeso, muitas pessoas que são batizadas ainda dizem: “nem sequer sabemos que existe um Espírito Santo” (Cf At 19, 2b)
O Papa João Paulo II diz em sua Encíclica Dominum et Vivificanten – “Senhor que dá a Vida”: “O sopro da vida divina, o Espírito Santo, exprime-se e faz-se ouvir, da forma mais simples e comum, na oração. É belo e salutar pensar que, onde quer que no mundo se reze, aí está presente o Espírito Santo, sopro vital da oração” (Parágrafo 65)
Não nos esqueçamos de que Deus está conosco agora e está trabalhando, Ele não pára, está agindo em nós continuamente na Pessoa do Espírito Santo, e quer ter uma comunhão conosco aonde quer que estejamos, em nosso trabalho, em nossos estudos, em nossas amizades e, principalmente, em nossa forma de orar: “Da mesma forma, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis” (Romanos 8: 26)
Assim como temos sensibilidade ao vento, Deus quer fazer de nós pessoas sensíveis à Sua presença doce e poderosa. Deus quer que sejamos pessoas de comunhão com o Seu Santo Espírito. Não podemos mais viver indiferentes à Pessoa do Espírito Santo como se Ele estivesse preso num lugar ou surgisse na nossa vida de vez em quando! E, ás vésperas de Pentecostes, como está a sua intimidade com Ele? Você ouve a voz d'Ele? Você O sente, como sente o vento e ar que respira? Você é sensível à presença de Deus, onde quer que esteja? Você se considera um amigo do Espírito Santo?
Onde quer que você esteja agora, Deus quer que você O sinta, e se você ainda não souber que caminho seguir, pois não há mais vida em seu interior, Ele quer soprar sobre você, e não é um vento qualquer, é o Sopro da Vida! Por isso, peçamos juntos:
Vem, Espírito Santo! Quero sentir a Tua presença, quero tê-Lo como meu melhor Amigo. Vem, Espírito Santo!
Daniel Machado de Assis
escolasantoandre@cancaonova.com
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Formações
Namorar é a solução?
Carência com carência só pode gerar desequilíbrio
Todos nós temos a necessidade de ser amados. São muitas as pessoas que, com o intuito de corresponder a essa carência, pagam caro e se submetem a diversas situações. Todos nós somos carentes. Mas, se essa carência afetiva não for bem direcionada poderá tornar-se um fator de desequilíbrio, arrastando-nos, muitas vezes, a tomar atitudes contrárias a um sadio comportamento.
Em uma sociedade, na qual as famílias são cada vez mais desestruturadas, – com mães e pais que são solteiros e filhos órfãos de pais vivos –, o índice de ausência de amor na formação de nossas crianças é assustador.
Uma criança que nunca recebeu um abraço de seus pais, que nunca recebeu carinho, e que, ao contrário, foi criada em meio a gritos e grosserias, com certeza, crescerá com um enorme vazio existencial. Muitas dessas “crianças”, hoje, já crescidas, e impulsionadas por suas carências cometem grandes erros somente para atrair sobre si a atenção dos demais.
Por isso, acredito que antes de viver qualquer relacionamento afetivo, como o namoro, precisamos aprender a trabalhar nossa história, buscando a cura de nossos afetos. É claro que não precisamos ser perfeitos para namorar; mas, existem coisas em nossa vida que precisamos resolver antes de assumir um relacionamento.
Nem sempre o namoro é a solução, e pode até se tornar negativo se não estivermos preparados para vivê-lo. Carência com carência só pode gerar desequilíbrio e um relacionamento doentio, no qual a cobrança será excessiva e a ternura ausente. De modo que um sufocará o outro e a relação acabará se tornando um peso.
Existem determinadas coisas em nossa história que somente Deus pode curar; outras, que somente nós podemos resolvê-las. Por isso, faz-se necessária a experiência do autoconhecimento, para descobrirmos nossa verdade e os passos que precisamos dar, buscando a experiência da cura interior, de modo que Deus possa trabalhar em nossa história, curando nossas feridas e marcas. Essas experiências precisam preceder nossos relacionamentos, para que o ciúme, o orgulho e nossas carências não destruam o verdadeiro afeto no relacionamento.
Namorar é bom, ou melhor, ótimo! Mas, melhor ainda é namorar pronto, do jeito certo, tendo equilíbrio no amar e ser amado, compreendendo que somente Deus pode preencher o vazio da alma, e que este espaço o outro não pode ocupar, por mais que o forcemos a isso.
Amor em que um diviniza o outro e depois o prende é amor destemperado e doente.
Antes de se viver o “nós”, é preciso trabalhar o “eu”, para que, no futuro, nossos relacionamentos tenham mais qualidade e sejam mais duradouros.
Quem não se deixa levar pela pressa, mas segue o caminho proposto por Deus, colherá maravilhosos frutos e alcançará, gradativamente, a felicidade em seus relacionamentos.
Tenhamos a coragem de realizar tudo do jeito de Deus e não do nosso, abrindo-nos à Sua ação libertadora em nossa vida. Somente, assim, poderemos acompanhar e ser bem acompanhados pelos demais.
Deus abençoe!
Em uma sociedade, na qual as famílias são cada vez mais desestruturadas, – com mães e pais que são solteiros e filhos órfãos de pais vivos –, o índice de ausência de amor na formação de nossas crianças é assustador.
Uma criança que nunca recebeu um abraço de seus pais, que nunca recebeu carinho, e que, ao contrário, foi criada em meio a gritos e grosserias, com certeza, crescerá com um enorme vazio existencial. Muitas dessas “crianças”, hoje, já crescidas, e impulsionadas por suas carências cometem grandes erros somente para atrair sobre si a atenção dos demais.
Por isso, acredito que antes de viver qualquer relacionamento afetivo, como o namoro, precisamos aprender a trabalhar nossa história, buscando a cura de nossos afetos. É claro que não precisamos ser perfeitos para namorar; mas, existem coisas em nossa vida que precisamos resolver antes de assumir um relacionamento.
Nem sempre o namoro é a solução, e pode até se tornar negativo se não estivermos preparados para vivê-lo. Carência com carência só pode gerar desequilíbrio e um relacionamento doentio, no qual a cobrança será excessiva e a ternura ausente. De modo que um sufocará o outro e a relação acabará se tornando um peso.
Existem determinadas coisas em nossa história que somente Deus pode curar; outras, que somente nós podemos resolvê-las. Por isso, faz-se necessária a experiência do autoconhecimento, para descobrirmos nossa verdade e os passos que precisamos dar, buscando a experiência da cura interior, de modo que Deus possa trabalhar em nossa história, curando nossas feridas e marcas. Essas experiências precisam preceder nossos relacionamentos, para que o ciúme, o orgulho e nossas carências não destruam o verdadeiro afeto no relacionamento.
Namorar é bom, ou melhor, ótimo! Mas, melhor ainda é namorar pronto, do jeito certo, tendo equilíbrio no amar e ser amado, compreendendo que somente Deus pode preencher o vazio da alma, e que este espaço o outro não pode ocupar, por mais que o forcemos a isso.
Amor em que um diviniza o outro e depois o prende é amor destemperado e doente.
Antes de se viver o “nós”, é preciso trabalhar o “eu”, para que, no futuro, nossos relacionamentos tenham mais qualidade e sejam mais duradouros.
Quem não se deixa levar pela pressa, mas segue o caminho proposto por Deus, colherá maravilhosos frutos e alcançará, gradativamente, a felicidade em seus relacionamentos.
Tenhamos a coragem de realizar tudo do jeito de Deus e não do nosso, abrindo-nos à Sua ação libertadora em nossa vida. Somente, assim, poderemos acompanhar e ser bem acompanhados pelos demais.
Deus abençoe!
Adriano Zandonáartigos@cancaonova.com
Adriano Zandoná Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .
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Formações
Espírito Santo: Deus em movimento
Você se considera um amigo do Espírito Santo?
Ano de 1989, estava eu com apenas dez anos de idade, prestando atenção na professora de Ciências, que explicava à classe o que era o vento. Dizia ela:– "Vocês conseguem ver o vento?"
– "Não". – Respondia a classe.
– "Vocês conseguem pegá-lo?"
– "Não." – Tornavam a responder os alunos.
– "Vocês conseguem sentir o vento?"
– "Sim". – Afirmavam eles.
– "E o que é o vento?" – Perguntou a professora.
Os alunos, então, ficaram em silêncio, porque não sabiam dar uma resposta diante do mistério escondido naquela pergunta. A professora, com um leve sorriso, diante daquele silêncio, respondeu:
– "O vento é o ar em movimento."
Jesus disse a Nicodemos: “O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai...” (Jo 3,8).
O vento é um agente da natureza misterioso. Não podemos prendê-lo, tampouco podemos definir o seu curso e a sua ação, e ao mesmo tempo em que sopra forte, destruindo o que não está firme, também surge como uma brisa suave, que refresca e traz serenidade. Assim é o Espírito Santo de Deus, o Qual sempre foi simbolizado pelos antigos, como vento, (Hebraico: rúah = hálito de Deus, sopro, respiração; Grego: pneuma = soprar, respirar, espírito aéreo; vento).
Se o vento é o ar em movimento – como me ensinou minha boa professora – podemos dizer que o Espírito Santo é Deus em movimento, Deus que não pára de trabalhar, como nos falam as Sagradas Escrituras: “Meu Pai trabalha sempre e Eu também trabalho” (Jo 5,17). É a ação contínua de Deus de forma misteriosa, sensível e poderosa. É o "Vento" que guiou e guia a Igreja de Cristo ao longo da história, Ele é o vento que até hoje sopra sobre as “velas do barco da salvação”, que é a Santa Igreja, e a conduz rumo à pátria definitiva, a Jerusalém Celeste.
No dia de Pentecostes, a Palavra de Deus diz que antes de descer sobre os Apóstolos o Espírito em forma de “línguas de fogo”, Ele entrou no lugar como “vento impetuoso” (At 2, 2). E até o próprio Jesus, antes da Ascensão, “soprou” (o mesmo Rúah de Gênesis 2,7) sobre os Apóstolos o Espírito Santo (Cf. Jo 20, 22).
O “vento” na bíblia é muito mais do que um símbolo ou uma forma de ilustrar o Espírito Santo, porque para os antigos o vento era sinal de vida ativa, sinal da presença misteriosa de Deus, era a Vida do Próprio Deus incutida no homem, aquilo que lhes dá dinamismo – "dynamis" – que quer dizer força, capacidade, movimento.
Muitos de nós temos uma concepção errônea de que o Espírito age apenas em alguns momentos, e nos esquecemos de que estamos cercados pela ação contínua de Deus, pois Ele não só mora em nós pelo “sopro” do nosso batismo (sacramento), como também nos envolve, nos movimenta e quer guiar a nossa vida, em qualquer lugar e a qualquer momento. Ah! Como seríamos cristãos diferentes se permitíssemos que o “Vento” de Deus soprasse a todo instante as “velas do nosso barco”, para que fosse, de fato, o condutor de nossas ações!
Muitos de nós nos esquecemos de que Ele é uma Pessoa, e, sendo assim, podemos senti-Lo como sentimos o vento, de modo que podemos ter um relacionamento de intimidade e profundidade com Ele. Podemos falar com Ele e ouvir a Sua voz: “O vento sopra onde quer e ouves a sua voz”. Quantos de nós já perdemos a “audição” e, o pior, o gosto pela oração, porque não pedimos a efusão do Espírito Santo, não entramos em comunhão com Ele. Tantos estão vivendo uma profunda aridez espiritual – igual a da terra sem água... – porque não cultivam uma intimidade com a Pessoa do Espírito. Podemos dizer que, como os discípulos de Éfeso, muitas pessoas que são batizadas ainda dizem: “nem sequer sabemos que existe um Espírito Santo” (Cf At 19, 2b)
O Papa João Paulo II diz em sua Encíclica Dominum et Vivificanten – “Senhor que dá a Vida”: “O sopro da vida divina, o Espírito Santo, exprime-se e faz-se ouvir, da forma mais simples e comum, na oração. É belo e salutar pensar que, onde quer que no mundo se reze, aí está presente o Espírito Santo, sopro vital da oração” (Parágrafo 65)
Não nos esqueçamos de que Deus está conosco agora e está trabalhando, Ele não pára, está agindo em nós continuamente na Pessoa do Espírito Santo, e quer ter uma comunhão conosco aonde quer que estejamos, em nosso trabalho, em nossos estudos, em nossas amizades e, principalmente, em nossa forma de orar: “Da mesma forma, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis” (Romanos 8: 26)
Assim como temos sensibilidade ao vento, Deus quer fazer de nós pessoas sensíveis à Sua presença doce e poderosa. Deus quer que sejamos pessoas de comunhão com o Seu Santo Espírito. Não podemos mais viver indiferentes à Pessoa do Espírito Santo como se Ele estivesse preso num lugar ou surgisse na nossa vida de vez em quando! E, ás vésperas de Pentecostes, como está a sua intimidade com Ele? Você ouve a voz d'Ele? Você O sente, como sente o vento e ar que respira? Você é sensível à presença de Deus, onde quer que esteja? Você se considera um amigo do Espírito Santo?
Onde quer que você esteja agora, Deus quer que você O sinta, e se você ainda não souber que caminho seguir, pois não há mais vida em seu interior, Ele quer soprar sobre você, e não é um vento qualquer, é o Sopro da Vida! Por isso, peçamos juntos:
Vem, Espírito Santo! Quero sentir a Tua presença, quero tê-Lo como meu melhor Amigo. Vem, Espírito Santo!
Daniel Machado de Assis
escolasantoandre@cancaonova.com